samedi, décembre 19, 2009

Você sendo você.



l : Mas é bonito tu pensar assim, tu ama a tua casa e tu ama porque tu ama o espaço que tu ocupa;


l : Não guria, eu preciso eh me organizar pra ir;

l : Mas ir é o espaço que tu ocupa. Tu sabe que os teus espaços são o teu inteiro. No teu caso, ir não é exatamente abandonar nenhum ou usar algum como um bandeirante, destruindo pra se ocupar e enriquecer do que tu sabe que vai perder, porque tu não sabe fazer mais. Tu cultiva. ... Ah, tô muito eu hoje, foi o Sol. Me manda peidar n'água, como diz meu pai, pra eu ficar certinha da cabeça;

l : Mas é verdade, meus espaços, tenho pensado nisto. Ainda preciso arrumar meu quarto. Renata vai la pra casa soh pra isso. Chego a chorar quando olho ele, de tao bagunçado;

l : Tu já teve vontade de fazer isto, chorar de olhar, mas em vez do quarto era outra coisa e em vez de perdição de desgosto era perdição de bom gosto? Eu tive hoje.

E minha amiga respondeu, nas palavras dela, sendo ela, que outra coisa não vale tanto assim, não vale tanto quanto tudo ajeitado. Mas eu vejo que vale sim, aliás as coisas de preparar ou valem por si ou só valem por outra coisa. Por exemplo, tudo o que tem a ver com ordem é do tipo de coisa que só vale por outra coisa, porque ordem não vale nada, não por si.

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Todo mundo é o que tem na sua imaginação, encorpado por como é o seu raciocínio.

Todo mundo é marinheiro e alguns precisam de capitães, na verdade não precisam, só preferem, mas preferem ver como uma necessidade.

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Falando em hoje, hoje aqueles músicos andinos que tocam nas ruas, nos ônibus, cantaram La bamba com uma letra ótima, cheguei em casa e procurei, mas era inventada. A letra boa e engraçada era deles.

Toda sugestiva, deixava pra quem ouvisse completar a graça. Depois eles passaram uma bolsa de lã e tecelagem andina, ofereceram o CD por cinco reais e pareciam mesmo satisfeitos. Imagino porque, como propuseram no começo, foram alegres.

mercredi, décembre 16, 2009

A natureza tah bem doida mesmo.



Minha mão estava suja de presunto e uma abelha veio nela.


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Natureza pervertida:

Esta abelha apaixonou-se por um porquinho. As famílias separaram os transgressores.

O porquinho, recusando todo o bom mocismo, foi enviado para um reformatório em Santa Rosa, Rio Grande do Sul. Uma escola rural, de correção; Os coordenadores sócio-educacionais, que cuidam deste reformatório, o chamam, entre paredes, ironicamente, de le bon chemin, abreviam Le Bon.

A abelha não o mata, dentro de si.

Ela fugiu do 'tudo nos conformes' familar com a ajuda do deus dos livres, rebeldes, erráticos e rebelados, o Vento.

Hoje ela é ela, a abelha, não uma abelha. Heróica e mais selvagem do que todas sendo urbana. Ela vive o porquinho fazendo do seu suco (suco de porco), seu mel (mel de abelha!).

Polinizadora altruísta, polinizadora da vida de outrém.
E olha que outrém era de outra espécie e não vivia a lhe bajular, fazendo zum zum pra ela



Um baile aponta ismo possibilidades para você compor seus ismos.
Do you wanna dance?


Bailismo celebrará a primeira década deste século e espumante dirá "olá, sejam bem" aos próximos dez anos, aos próximos séculos e aos vinte e quatro anos de Isadora.

lundi, décembre 14, 2009

O furuto é o segundo nome do presente, de modo que ele é hoje mesmo.



Conheci, por e-mail enviado pelo amigo Marcelo G. Kalil, um manifesto pelo fim da Publicidade e da comunicação mercadológica ao público infantil, apoiado por uma porção de instituições e cidadãos. Aqui seu endereço,
http://www.publicidadeinfantilnao.org.br

O manifesto apresenta um video muito bem feito, bem argumentado, com idéias e sugestões plurais mostradas de forma agradável, leve e elegante.

Gostei, achei importante, vale a atenção de todos nós, adultos. Dificilmente alguém poderá se arrepender pelos minutos dedicados, ainda que discorde da proposição.

Mas o caso é que voltei a pensar em uma idéia que não sai de mim, desde que eu mesma era a criança de uma família multicultural, composta por pequenos núcleos de origens, lugares e modos diversos e distantes entre si, eu me sentia francamente incomodada quando via os meus bastante jovens pais e tios brasileiros, exclusivamente dedicados aos seus filhos e as famílias.

O vídeo conta como é a publicidade dirigida às crianças em outros países, então eu lembrei que há uma diferença gigantesca entre a compreensão de família, paternidade e maternidade, vida adulta e da própria vida, para brasileiros e europeus.

É muito claro, no Brasil, quando uma mulher se torna mãe, por muitos meios sua vida é interrompida e então ela vive para o filho.

O homem quando forma sua casa, independente da casa onde ele era o filho, vive exclusimante dedicado a esta nova condição, às novas pessoas e principalmente, às crias de sua procriação. Acredita-se que esses comportamentos são volorosos e é o correto.

O jeito de viver de um adulto europeu considera muito o prazer diário, o prazer com a vida nas suas manifestações diárias, e também o cultivo das paixões, das crenças e de questões existenciais pessoais (e até mesmo algumas teimosias e pequenos luxos, ou pequenas excentricidades significativos).

Os adultos europeus não matam sua individualidade dedicando todos os seus movimentos aos filhos e os filhos, em contrapartida, são curiosos sobre os pais e imaginativos sobre a vida adulta. Acaba que as crianças desejam crescer, se imaginam crescidas, brincam com esta curisidade porque querem, um dia, construir, elas também, um mundo pessoal.

Eu nunca compreendi porque o excesso de valorização às novas gerações, em países como o Brasil. Neste país quem manda é a criança, nas casas a importância é do filho. Os pais são seus escravos.

Certamente o catolicismo ensina isto. Talvez fica ainda mais forte na cultura de um país novo, em comparação com a idade de seu país colonizador, pior em uma sociedade em que as pessoas não dispõe do básico para viver bem ou com prazeres, então esperam um futuro melhor.

Infelizmente é mais do que um costume, é um modo de compreender a vida, o motivo de viver e até mesmo um modo de compreender o amor.

Acho tristemente equivocado, pequeno e cria situações como esta que vemos nas famílias brasileiras, em que os filhos reinam e os adultos trabalham para eles, para satisfazer desejos infantis. Os pais adoram, idolatram seus filhos e se calam diante de quem não tem nem 1/4 da sua história de vida.

Crianças cheias de vontades e caprichos, exaustas por tanto desejos imediatos, preguiçosas e vazias de curiosidade e de substância para construir suas identidades particulares. Elas precisam querer muito, se fartar, de alguma forma sabem que logo viverão para servir outras crianças, que lhes susbtituirão no direito à vida.

dimanche, décembre 13, 2009

JAZZRADIO.com - enjoy great jazz music

JAZZRADIO.com - enjoy great jazz music

jeudi, novembre 19, 2009

Eu juro. Depois desta, eu nunca mais vou morrer na minha vida.

Hoje, depois do almoço, um ralâmpago atravessou o ônibus em que eu estava (o Carlos Gomes, em direção ao Centro, na Protázio Alves, na altura do restaurante Al Nur). Me atravessou, também.

Foi como acender uma luz verde, que corria como um ratinho, um rastro tão verde quanto o miolo, tudo em silêncio (mas nem precisava de barulho com tanta luz e velocidade).

O motorista ficou chocado (além de verde) e nem ninguém falava nada. Todo mundo se olhava, dois homens que estavam na rua bateram na porta do ônibus, o motorista abriu, eles entraram assustados.

Todo mundo se olhava muito e buscando perder alguma coisa ou lembrar de vez! Mas ninguém dizia nada.

Aí, eu falei tudo o que aconteceu, tudo de novo, para o pessoal atento. Foi engraçado porque eles ouviram como se não estivessem lá, incrédulos. Todo mundo se viu enquanto verde.

Foi bonito, apesar do susto. Eu quase pulei pra fora, da órbita do planeta, de susto. Eu pensei que fosse a chuva de meteoros que a Terra atravessou, ontem à noite. Na verdade, a própria chuva, na madrugada, eu pensei várias vezes que eram os meteoros. Juro. Que ridícula. Mas é que só isto me assusta, o bom é que gosto destes sustos, não gosto mesmo é de tristeza. E eu amo Astrologia.

Antes de chegar no Cais, ao trabalho de médium de artista, eu disse à minha mãe, por telefone, que depois desta, eu nunca mais vou morrer na minha vida.

Eu nunca estive numa injustiça, até hoje. Até onde poderei?

Eu vivo com a pior coisa do mundo. Usa mais que um cômodo da casa. É cínico, grande, fisicamente forte e louco. Quase feito da mesma história que a minha se não fosse louco. Um machão sem motivo para sentir orgulho, um touro anão e sem razão.

O que a verdade pode fazer quando a mentira é urrada, contra a verdade, cobrindo a verdade com violência?

Um quase homem, louco e violento, capaz de destruir, com sua vaidade e cinismo, o amor em três pessoas, este homem esta vencendo. Era mentira que a verdade prevalesce, a verdade é definitivamente simples e silenciosa.

vendredi, novembre 13, 2009

estou com febre de boca. esta parte da febre é interessante.



(um pouco desdizendo o que eu disse antes, mas se tu reparar, não é bem isto)


Eu queria os meus amigos em volta, uma fogueira, um mate amargo e eu ouvindo a trova deles.

Pelo canto da cena, eu chamaria uma parte do fogo pra perto de mim, discretamente, para ninguém se assustar, e ele esquentaria as minhas costas, pele em pele, a do fogo e a minha. As partes mais salientes e sensiveis ficariam tostadas e depois viriam muitas sardas.

O fogo puxaria a minha febre e o que mais esta causando isto, pra fora, pelos poros. Eu ia deixar aquela água toda ali, para o fogo ver como fez, um herói!

Eu levantaria, vento (eu sou o ar), libertaria a água que segura o que me deixou com febre e vômito, pelo colarinho, ou algemas, como queira cada parte da água, eu faria sem deixar vestígios nem contaminar o solo, donc, poderia contar alguma coisa boa, de alguma graça, para os meus amigos.

O bom de ser meio hippie é compreender os jorros do passar mal como purificação e recomeço :D Estou purificadíssima.

Vomitei a noite inteira, altas cólicas, merdas, enjôos, tontura, suei frio, perdi a pressão, dores abdominais, só não desmaiei porque sabendo que não teria ninguém para me catar do rés do banheiro, segurei firme (e olha que tudo girava).

Estou achando que foi por algo que comi, ontem (que merece toda a desconfiança, hoje quando joguei fora, pensei em Cubatão, aquele cheirinho ...). Agora febre e um sono detestável.

Ninguém, neste mundo, odeia a mise-en-scène do doente, como eu odeio.
Odeio tudo o que inclui convalescer. Até dormir, até ter a tarde livre, até o que da parte dos outros é verdadeiramente gentil ou fofo, creio que não nasci para ser cuidada. Defendida, sim, pelos homens, em situações de risco de mim, mas de cuidado eu não gosto.

O pulso ainda pulsa e protesta.
O corpo ainda é pouco e enfrenta.
Assim!

lundi, novembre 09, 2009

But for the record it's between you and i,

disse eu, à natureza, em camiseta extra, extra, extra, três vezes a largura do meu corpo, lilás, adorada para ficar à vontade, visto tempinho antes de deitar para dormir, para dormir, tiro, para levantar, visto e vim à sala que antecede a cozinha;

Fiz um café, olhei o dia lindo, lindo, lindo três vezes e até muito mais se precisasse a minha comoção com o Sol, mas acho que só os adjetivos de medida precisam ser repetidos e lindo é adjetivo de definição, desnecessário repetir, um e já é, olhei o Sol, estendi o tronco e as pernas por uma cadeira e um banco e com os olhos mais implicantes e puramente implicantes, eu penso, invocada:

Isto será entre tu e eu, Natureza (lembrei da música do Strokes) de modo que não tenha medo de represálias, fazem o que fazem por si mesmo, não por questões contigo. As minhas questões contigo, entre outras, são (por hora):

. Por que sou tão distraída?

. Por que não me aprumo para arrumar um jeito dentro de eu mesma (o único jeito) de me concentrar sempre que eu quero?

. Por que precisamos de tantas horas para dormir? Por que não duas, três, no máximo quatro horas de repouso que pode ser a qualquer momento do dia, porém de vinte quatro em vinte e quatro horas?

. Por que precisamos comer por fome, até sem vontade, por que não comer só quando dá aquela vontadezinha boa?

. Como pode este dia ser tão lindo e bom?
Até a música do vizinho, o Gordo Roqueiro Velho e Talento Meia Boca esta pencas de boa, meio jazz meio rock, metal de sopro, guitarra e um vocalista rouco. Que banda será esta? E não importa tanto saber, mas ouvir.

Segunda feira é um dia de que sempre gostei.

mercredi, octobre 28, 2009

Quando é com garrancho que Cosmos escreve o que esta escrito nas estrelas.



É o terceiro dia seguido que os horóscopos, publicados em diferentes veículos e mídias, por diferentes fontes, dizem aos nativos de minha identidade cósmica para percebermos o quanto as pessoas, em geral, podem ser interessantes, mesmo os que parecem menos ricos de alma. Então falam sobre como as pessoas, todas, mesmo as que não gostam de ser plural, como valem o tempo dispensado em sua atenção. Finalmente, declaram que devemos estabelecer relacionamentos, inclusive do tipo amoroso, e neste cado do tipo sério.

...

Algum astrólogo lembra com quem esta falando ao compor o texto do horóscopo de um aquariano?!
Relacionamento, ser sério e ESTABELECER?!

De onde vem tanta pretensão de ser besta, minha gente?

Tratem com inércia e estagnação antiga os signos que gostam da inércia e do parar. Façam isto com Peixes, por exemplo, eles são frágeis e se entregam aos vícios por alta necessidade de colo. Mas não com nós aquarianos!

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O povo morre de medo dos aquarianos e tentam nos abafar.

Gente, não precisa ter medo, tudo bem que tentamos mudar tudo e criticamos todos, mas na convivência respeitamos a diferença e na prática temos alguma habilidade de participamos em grupo com tolerância, até mesmo com quem quer a 'contra evolução' e até mesmo com quem só luta pela causa do comodismo.

Nós, aquarianos, ouvimos todos os medos. Até mesmo e até principalmente os ocultos em vozes adultas fingindo decisões de pulso firme e fingindo que estas decisões são tão adultas como já estão velhos, já na juventude, o corpo, a voz e o pulso que assina.

Ouvimos todas as fraquezas, as dores e marcas de ferimentos nas recusas da liberdade e da impermanência.

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Mas voltando ao assunto, acho que é minha mãe que esta ligando para os astrólogos dos jornais e outras mídias (televisão no ônibus e internet no celular), ditando uma história, apelando à aura de santidade que pode haver no obséquio à uma mãe, e o que ela acredita ser certo para seu filho (a).

É minha mãe que esta dando ordens, ao telefone, mais de mil quilômetros de distância, antes do jornal rodar. Maria, minha mãe, bota o despertador para tocar, levanta sem acordar meu pai, veste o roupão atoalhado, felpudo e fofinho (branco), vai até a sala de jantar, traz o telefone para perto e no interurbano, interestadual diz ao astrólogo gaúcho:

"TU DIZ PRA CAROLINA ISTO ISTO ISTO E AQUILO AQUILO E AQUILO E TAL E TAL E TAL!
TU DIZ !
BEM ASSIM.
OU-VIU?!
TU ESTA OUVINDO O QUE TU VAI DIZER?
AH, E EU QUERO UM NETO. UM NÃO! UM NÃO É GARANTIA, EU QUERO VÁRIOS NETOS! MENINOS E MENINAS ! RUIVOS E GORDINHOS! E SEM PROBLEMAS GRAVES DE SAÚDE, DIZ PRA AQUELA TAPADA DA CAROLINA ESCOLHER BEM, AQUELA INÚTIL SÓ PENSA NO INÚTIL!
MOÇO, TU ESCREVEU PRA NÃO ESQUECER DEPOIS?"

(minha mãe é de Capricórnio).

Quando eu fazia meu trabalho de conclusão, na faculdade, minha mãe ligou quatro vezes ao professor orientador do meu projeto, para saber à quantas andava o trabalho e que besteira eu estava fazendo;

No meu primeiro trabalho (como repórter de um jornal da cidade) ela ligou a um chefe para falar sobre o meu atraso, provocado por uma visita sua, de surpresa. Eu cheguei na redação e já esperavam o meu atraso. Visita de mãe. No mesmo telefonema, minha mãe aproveitou para inquirir como eu era, como funcionária.

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É o terceiro dia, seguido, que os porta-vozes do Cosmos me dizem para prestar atenção as pessoas, até as que não dizem nada, nem em silêncio, nem falando. E além disto, dizem para eu formar parzinho.

Não
é
comigo.

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A não ser que
seja
como
uma viagem.

Mas uma viagem que são muitas
e uma das viagens é pelo cosmos;

E que eu veja estrelas.

E que ele veja estrelas.

E que os dois vejam estrelas.
mas vejam por seus próprios olhos

E fortalecam seus próprios olhos e suas próprias identidades.
Suas identidades serão sempre únicas e livres;
mesmo compondo com o todo e com o outro.

E mesmo com o outro, não esqueçam os dois, que somos muitos outros
e que existem tantos outros que também são muitos.

E nunca adoeçam, nós dois, a ponto de precisar firmar compromisso e mostrar em fotos e documentos e acenar para os transeuntes em desfile na rua principal da cidade;



No caso que o amor é de verdade, é sempre livre,
liberdade sólida, cérnica, inteiriça, maciça.
Neste caso, de ser amor, o de verdade, daí eu cuido do parzinho que eu formar com o homem amado
(porque em todos os casos, o homem foi amado).

Mas só no caso de ser assim:
Amor de verdade:
Livre:
Náutico sideral.



mardi, octobre 27, 2009

Procupo o silêncio pelo espaço, não para calar.



Meu dia livre foi mais rápido do que eu!

Eu odeio perder para a distração do tempo!

E Confesso: Em cada pedacinho, eu pretendo a perfeição. Sem um pingo de vergonha, à perfeição. Bem tranquilamente, sorrindo. E leve, sabe?
Mas tão leve, eu mudo de idéia a cada pedacinho!

Assim, eu nunca, ou quase nunca, sou mais rápida que o dia.
E sem espaço para a minha demora pessoal, tenho impressão que tudo acaba logo demais.

Procuro a independência pela força e domínio do tempo, não para calar.

Peço a solidão pelo silêncio, que é espaço, não para te riscar de modo que a leitura de ti se torne impossível.

Lá, em mim, eu ainda te vejo, homem. Não é tudo o que faço, mas eu te vejo. Perfeitamente.

E tu estava lindo, mudando de cor conforme a luz dos teus interesses.

Grande, exagerado, intrometido no espaço dos outros, achando isto engraçado, saindo na tua hora; A fome mais camarada e compassiva do mundo, as mãos mais inteligentes e bem vindas em qualquer mundo, os pensamentos mais individuais e brilhando, grande, firme, rindo, sem siso, timidamente preocupado com as coisas fúteis que tu gosta de cuidar. Lindo.

jeudi, octobre 22, 2009

Diga "Não, Sai." à morte da individualidade construída em vinte, às vezes trinta anos, então os compromissos e alguns entre os outros

te pedem para abandonar, em silêncio, com discrição; Os compromissos dos outros pedem para tu fazer de tu mesmo qualquer coisa funcional, limpa e colaboracionista como todas as coisas são aos olhos de um qualquer coisa.



1. Os adultos que abandonaram todas as músicas cultivadas na juventude fizeram o que com o que neles lhes fazia ouvir aquelas músicas?

dimanche, octobre 18, 2009

Esses dias.

Quando a vida esta difícil, quase impossibilitada, que traje usar?
Quais traços do corpo se expõem com mais beleza?

E a toilette: Nua, um só brinco (um botão que é uma flor preta), batom, rímel, só um protetor solar?

Procuro a flexão para me variar, então me encontrar vencedora da mais grave provação.

O artista obrou.

Estava no chão, achei melhor limpar antes que alguém acabasse melado ali ou aquilo se espalhasse. Mas quando fui ver, era arte!

Gritaram: "Moça, moça ! Não pode tocar nas obras".

Eu pensei "eu sei, acha que sou louca?", disse: "Chama alguém da limpeza".

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Por isto eu gosto das artes, ainda mais as naturais (as que saem naturalmente do autor, da soma do seu movimento pelos dias, mais um gesto racional e sensível que põe o corpo para trabalhar) gosto porque são o que são, mas não são exatamente como é o que são. Igual pensar bastante numa coisa até reformar esta coisa, até se divertir, não exatamente aos risos (embora também pode ser) mas sempre ao prazer.

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Eu ri e segui, então mais atenta, desperta e corada. Quando cheguei ao próximo gesto do dia, da hora, eu era mais e cada vez mais Agora (e isto forma um 'presente sempre' sem par, isto de ser Agora).

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Que os artistas obrem !
Sem medida.

Que os artistas errem.

Tem muita gente, neste mundo, procurando estar certa e correta, procurando o para sempre, inteireza na sensação de eternidade e futuro, vazio puro, estes só atrapalham e se há vida, seu comportamento anula a vida, anula movimento, tomam, sugam, pois que são volume, no espaço, com um peso de matéria, mas sem energia.

Obremos!

mercredi, octobre 14, 2009

George Harrison - Gopala Krishna

It's the time of the season.

In this time give it to me easy and let me try, with pleasured hands: What's your name? Who's your daddy? Is he rich like me? Has he taken any time to show you what you need to live?

Tell it to me slowly.
I really want to know.

mardi, octobre 13, 2009

O traje perfeito.

Dormir é prazeiroso, mas precisa de um tempão. Um tempo que não se faça outra coisa senão dormir. O que reforça o quanto o inconsciente é elaborado, bem feitinho, caro.

Nos últimos dias dormi pouco porque não sobrou tempo, mas fiz a compensação lendo poesia.

Foi ontem, antes de deitar, já poderia ser bem tarde, mas eu estive por meu interior, físico e interior (de jeito, de respiro, de desejo, razão e sensibilidade). Feito, eu pude ser tão consciente que eu tive o tempo. Donc, eu acordei, quase cerrei a luz (acendeu-se o brilho das coisas, da umidade, dos humores, a claridade de tudo sendo o que é, livre da idiotíssima paz de aconchego e dos compromissos de apresentação. Acendeu-se a claridade dos corpos quando são idênticos as suas naturezas), quase fechei os olhos, quase não fiz barulho, quase ouvi tudos os sons do mundo e li poesia.

Tudo era claramente o tempo e idêntico à sua natureza.

Na noite de ontem, encontrei o melhor da minha capacidade de atenção e presença.

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Para estar contigo, escolheria este traje: Consciente, à luz que não é excesso, nem costume, nem idiotíssima; Feita e disposta para as esferas profundas e misteriosas, quase insondáveis, os endereços dos desconhecidos; E no melhor da minha capacidade de atenção e presença.

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Sempre quando ando como escolheria para estar contigo, eu acho bonito e engraçado, acabo sorrindo e pensam que é por outra coisa. O que é bom porque riem junto (semeando a alegria).

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Para estar contigo, eu iria me por em traje de conspiração, meditação e mais-que-pelada.

samedi, octobre 10, 2009

Dar tosa é um gesto trovão.



Se as crianças soubessem o quanto me desespera e que eu fico de verdade de prontidão para salvá-las do perigo, toda vez que abrem um berreiro, jamais fariam manha. Eu fico nervosa, sofro junto com o pequeno reclamante e quero agir por ele.


Alguns choros são óbvios, mas outros enganam, parece que a criança esta ligada à vida dependurada num fio com um centésimo da força do seu peso.

Agora, chegando em casa, eu quase me atirei pela vidraça da escadaria, ao pátio, para socorrer o gurizinho com um choro grosso, combinado com gritos que eu imaginei saltar dele como lanças contra o algoz.

Depois de me jogar pelos degraus, sem poder ver o que havia, chegei na porta que dá vista com os meus músculos tensos como de um guerreiro, eu estava pronta para enfrentar perigos ou aberrações.

O que vi foi um bolinho de pai, mãe, avô, irmão, vizinhozinho (da idade do irmão), um amiguinho da idade dele apavorado, batendo em retirada, mais duas vizinhas e o menino sentado numa cadeira alta, coberto por uma capa profissional de cabeleireiro.

Ele se dobrava sobre as perninhas, o choro ainda não era de raiva, ele acreditava que poderia impedir a tosquia.

Eu entendo ele.

Bom, primeiro, é criança e não sabe se expressar, expor, negociar; Segundo, eram uns cabelos bem bonitinhos, pretos, de raiz lisa e as pontas em anéis pequenos, o cabelo crescia alto, farto, parecia um boneco da cabeleira desorganizada, que veio de um vôo, ou de uma cambalhota, de uma corrida de bicicleta, do sono, era muito engraçadinho.

Eu penso que crianças pensam que o cabelo, sendo parte do corpo, se lamenta a perda. Eu lembro que sentia isto quando cortavam os meus (mesmo sempre usando bem curtinhos e porque eu queria assim curtos, eu achava lindo), eu chorava quando via o que ficava no chão, o que ficava de mim no chão. Não era o corte, mas aqueles fios de mim, descartados, como não fossem nada, só um excesso, algo bem animalzinho me deixava furiosa. Tipo homenagem às glórias do próprio corpo que fez crescer todo um cabelo e num gesto alguém me toma aquela vivacidade.

Certamente as crianças acham bizarro o fato da vida ser leve.

Os filhotes de seres humanos são frágeis e não sabem de coisa alguma sobre nada, eles sobrevivem e até crescem e se libertam salvos pelo único conhecimento: Não sei, quando sei, não sei como e se eu sei como, não sei por que. De modo que são ótimos perguntadores, curiosos, corajosos, errantes e os melhores reclamantes.

E eu sempre vou correr por seus escândalos, porque merecem crédito; E com todo gosto, ouvir o que contam, exagerados, lúdicos, sonhadores.

mardi, octobre 06, 2009

Por que mesmo esta na moda parir uma ninhada e ser muito família?

Pobre menininho, imagina ser filho de alguém estressante, raso, comum demais, capaz de contaminar tudo com tédio e pobreza de espírito, que faz uma música sem qualquer graça e amizades como a Xuxa Meneghel, além, engravidou porque esta na moda artista parir uma ninhada e ser muito família, pobre menino. Força Marcelo, faça disto uma força. Aprende um novo idioma e domina um instrumento musical aos oito; Revolta-se aos aos dez; Anima seu pai a ser gente até os doze; Aprende um ofício aos quatorze e sai de casa aos dezesseis, lembre-se, a vida é só tua.

O ser humano busca inteireza, ótimo.
Mas erra se busca isto no filho.


Busca ser inteiro pela soma de tu mesmo, as tuas expressões, à Natureza, aos teus amigos, com os teus contemporâneos, com a arte, a cidade, a razão, a cultura, o corpo, os ofícios e principalmente no amor que se sente pelo companheiro (a) amoroso/sexual.

Gente, filho é outra vida, independente da tua. Outra vida. Não continuará a tua, o teu filho, como os pais do teu filho, morrerá e isto sempre é para sempre. Mas não é pensando nisto que se vive.


Filho não é, também, um espelho. Esquece o egocentrismo, não cria para tu se sentir significado, honrado, feitor de algo belo, tu só reproduziu porque quis, foi uma vontade pessoal tua, não era uma necessidade salvadora do mundo (aliás, o mundo esta cheio, lotado e tem muita gente mal cuidada).


Vamos brincar de amar todo mundo e do único jeito, o jeito altruísta (fora deste jeito sem interesse, não é amor). Quem sabe brincando a gente pega o jeito.