l : Mas é bonito tu pensar assim, tu ama a tua casa e tu ama porque tu ama o espaço que tu ocupa;
l : Não guria, eu preciso eh me organizar pra ir;
l : Mas ir é o espaço que tu ocupa. Tu sabe que os teus espaços são o teu inteiro. No teu caso, ir não é exatamente abandonar nenhum ou usar algum como um bandeirante, destruindo pra se ocupar e enriquecer do que tu sabe que vai perder, porque tu não sabe fazer mais. Tu cultiva. ... Ah, tô muito eu hoje, foi o Sol. Me manda peidar n'água, como diz meu pai, pra eu ficar certinha da cabeça;
l : Mas é verdade, meus espaços, tenho pensado nisto. Ainda preciso arrumar meu quarto. Renata vai la pra casa soh pra isso. Chego a chorar quando olho ele, de tao bagunçado;
l : Tu já teve vontade de fazer isto, chorar de olhar, mas em vez do quarto era outra coisa e em vez de perdição de desgosto era perdição de bom gosto? Eu tive hoje.
E minha amiga respondeu, nas palavras dela, sendo ela, que outra coisa não vale tanto assim, não vale tanto quanto tudo ajeitado. Mas eu vejo que vale sim, aliás as coisas de preparar ou valem por si ou só valem por outra coisa. Por exemplo, tudo o que tem a ver com ordem é do tipo de coisa que só vale por outra coisa, porque ordem não vale nada, não por si.
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Todo mundo é o que tem na sua imaginação, encorpado por como é o seu raciocínio.
Todo mundo é marinheiro e alguns precisam de capitães, na verdade não precisam, só preferem, mas preferem ver como uma necessidade.
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Falando em hoje, hoje aqueles músicos andinos que tocam nas ruas, nos ônibus, cantaram La bamba com uma letra ótima, cheguei em casa e procurei, mas era inventada. A letra boa e engraçada era deles.
Toda sugestiva, deixava pra quem ouvisse completar a graça. Depois eles passaram uma bolsa de lã e tecelagem andina, ofereceram o CD por cinco reais e pareciam mesmo satisfeitos. Imagino porque, como propuseram no começo, foram alegres.


